Lei Rouanet (Lei 8.313/91)
Captador de Recursos.
Entenda a função antes de decidir. Comissionamento de 10% sobre o valor efetivamente captado, para dois projetos documentais já aprovados.
Um conector estratégico, não um vendedor.
É o profissional que faz a ponte entre um projeto cultural aprovado e empresas com potencial de patrocínio.
A função foi reconhecida formalmente pela primeira vez na Instrução Normativa nº 29 do Ministério da Cultura (2026), com definição que abrange desde a prospecção e negociação até a fidelização de patrocinadores.
O caminho completo.
A função não começa e nem termina na ligação fria. Há um percurso claro.
Mapear empresas do Lucro Real com IR a recolher. Quanto maior o IRPJ da empresa, maior o potencial de patrocínio. O foco ideal são empresas com perfil ESG, interesse em visibilidade regional ou alinhamento com cultura nordestina.
Apresentar o mecanismo fiscal antes do projeto. O argumento central: a empresa redireciona imposto que já deve, sem desembolso real. O material de apoio para contadores e decisores já está pronto, você não precisa explicar a lei do zero.
Aqui mora um dos papéis mais ignorados do captador. Antes de fechar qualquer valor, você senta com a área de marketing da empresa e identifica o que o projeto oferece que interessa a ela.
Você precisa entender o que a empresa quer comunicar e mostrar como o projeto entrega isso.
Com base no alinhamento de marketing, você estrutura uma proposta com cotas de patrocínio e contrapartidas específicas para aquela empresa. Cada patrocinador recebe uma proposta sob medida.
Confirmado o interesse, entra a fase contratual. O contrato de patrocínio é celebrado entre a produtora e a empresa. Ele define valor do aporte, prazo, contrapartidas e obrigações de entrega. Você acompanha até o fechamento.
A empresa deposita via PIX ou TED na conta vinculada ao PRONAC no Banco do Brasil. O sistema emite automaticamente a Declaração de Benefícios Fiscais (DBF) para a Receita Federal. Nenhuma burocracia adicional.
Contrapartidas em quatro camadas.
A primeira camada já está garantida em qualquer patrocínio. As outras três são o espaço que você tem pra negociar e fechar um contrato sob medida. Existe ainda uma opção à parte, pra quem prefere não aparecer.
Nenhuma das camadas acima é obrigatória. A empresa pode optar por não aparecer em momento nenhum do projeto, sem logo, sem menção, sem qualquer exposição pública, e mesmo assim redirecionar o valor que já sairia como imposto. A parte burocrática do contrato de patrocínio continua a mesma, só a publicidade é facultativa. É a opção certa pra empresas que têm interesse em apoiar mas não querem associar a marca publicamente ao projeto.
Toda empresa patrocinadora entra automaticamente com esta exposição, sem precisar negociar nada:
Em exibições físicas in loco, o patrocinador pode ter tratamento diferenciado. E se houver interesse real da empresa, a experiência pode ir bem além disso:
Além do protocolar, a Bourbon topa produzir conteúdo estratégico específico pro momento daquela empresa: posts em coautoria (collab), séries de conteúdo pensadas pro público dela, campanhas alinhadas com o que a marca está vivendo naquele período. Não é genérico, é construído caso a caso, e entra na proposta que você fecha.
Como somos uma produtora, parte da contrapartida pode ser entregue como prestação de serviço audiovisual pra empresa patrocinadora, com desconto negociado ou cessão total do trabalho, dependendo do valor patrocinado.
10% sobre o que foi confirmado.
Sua comissão de 10% é paga após a confirmação do depósito na conta do projeto no Banco do Brasil. Não antes. Sem fixo, sem adiantamento.
Pagamento formal, mediante emissão de Nota Fiscal.
Se um argumento não for suficiente, existe o próximo.
Toda negociação tem camadas. Comece pela mais nobre e só desça pra próxima se precisar.
Comece sempre pelo projeto em si: o que ele representa, o que vai preservar, quem vai alcançar. Boa parte das empresas fecha só aqui, quando o decisor se importa de verdade com a causa.
Se a causa sozinha não for suficiente, mostre a conta: esse valor sai do caixa da empresa de qualquer jeito, como imposto. Patrocinar não é um gasto novo, é redirecionar o que já ia embora, e ainda ganhar exposição de marca de graça nesse caminho.
Se o receio for a imagem, associar a marca a um tema que não conversa diretamente com o negócio dela, deixe claro que aparecer é facultativo. Dá pra fechar contrato sem qualquer menção pública ao patrocinador nas peças do projeto. A parte burocrática de contrato continua a mesma, mas a empresa participa sem expor a marca, só redirecionando o imposto que já deveria.
Se nenhum dos três argumentos emplacar de primeira, o que fecha é insistência. Volte à mesa, ajuste a proposta, marque a próxima conversa. Sua comissão está em jogo em cada tentativa, e captador que fecha é captador que não desiste na primeira resposta fria.
Onde você começa a atuar.
Estes são os dois primeiros projetos da Bourbon Cultural, ambos aprovados via Lei Rouanet, Art. 18, segmento audiovisual (100% de dedução do IRPJ para o patrocinador). Novos projetos entram nesta lista à medida que forem aprovados.
De Nada em Nada, Tudo
Documentário sobre poesia nordestina, registrado em Campina Grande e no Sertão do Pajeú.
Cabras do Sol
Documentário sobre a caprinovinocultura na Paraíba, a maior indústria do Cariri paraibano.
Sem experiência prévia em Lei Rouanet? Sem problema.
- Rede de contato com empresários, diretores financeiros, contadores ou marketing de empresas do Lucro Real.
- Disposição para prospecção ativa e acompanhamento até o depósito.
- Conhecimento prévio sobre Lei Rouanet não é exigido. O material técnico completo será repassado.